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Obesidade psicológica – você tem fome de quê?

Existem vários fatores que podem levar um indivíduo ao aumento de peso ou à obesidade: é uma doença de múltiplas causas. Pode ocorrer por meio de alterações hormonais, genéticas, ambientais e também – o que muita gente custa a aceitar – psicológicas seja como causa ou efeito. É um fato científico comprovado que as perturbações psíquicas têm papel fundamental na gênese da obesidade.

As dificuldades afetivas podem precipitar, em pessoas vulneráveis, alteração no comportamento alimentar, levando-as a comer além do necessário ou até compulsivamente. Neste sentido o alimento substitui o afeto perdido e o indivíduo encontra certo alívio através de um excesso que “preenche” o vazio emocional.

Pessoas ansiosas, depressivas e estressadas, que se sentem rejeitadas, sozinhas, que sofrem perdas ou passam por qualquer conflito emocional, como frustrações ou insatisfações, são as mais propensas a desenvolver a obesidade psicológica. Tais conflitos colaboram para que o indivíduo compense esses problemas aumentando o consumo de determinados alimentos altamente calóricos, como doces e principalmente o chocolate, que induz o organismo a secretar mais serotonina, hormônio que causa sensação de prazer e bem-estar.

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Falando abertamente sobre sexualidade – com pais, professores, filhos e alunos

Durante séculos, o exercício da sexualidade foi cerceado por normas religiosas, cumpridas e vigiadas pela sociedade. A partir do início do século 20, com a popularização das teorias freudianas – ainda que hoje se possa criticar o que ele falou sobre a sexualidade feminina, com distorções devidas ao pouco conhecimento existente e também pela sociedade da época – começou-se a falar de sexo de uma maneira aberta, outrora inconcebível.

Um século depois, o quadro é diferente. O assunto que era proibido, hoje é imperativo, em todos os meios de comunicação. Vários fatos contribuíram para isto: um deles, positivo, foi a criação da pílula anticoncepcional, que desvinculou o sexo da reprodução e permitiu que a mulher começasse a buscar seu prazer, o que antes só era permitido a homens ou mulheres de baixa reputação. O outro fato, infelizmente, foi o surgimento da AIDS, na década de 80. Só a partir da síndrome, foi possível que conceitos fossem revistos e se abrisse a discussão sobre as diferentes orientações sexuais. Apesar de ser cada dia mais comum assistirmos a programas que tratam de … Leia mais

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A dor da perda

A dor é suportável quando conseguimos
acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos
que ela não existe.

Allá Bozarth-Campbell

Às vezes, quando sentimos a falta de alguém, parece que
o mundo inteiro está vazio de gente.

Lamartine

Primeiramente, quero abordar alguns mitos sobre o luto, que dificultam uma compreensão clara a respeito dessa experiência tão humana e universal. 

Luto e pesar são uma mesma experiência.

A vivência da perda e do luto progride de acordo com fases previsíveis e sequenciadas.

Devemos sair do luto, em lugar de encará-lo.

A partir da perda de uma pessoa amada, devemos ter como objetivo superar o luto, o mais cedo possível.

A dor expressa em lágrimas é um sinal de fraqueza

Luto e pesar são a mesma experiência?

Há diferenças fundamentais entre as duas experiências e entender essa diferença é fundamental.

Pesar: é um complexo de pensamentos e sentimentos sobre a perda, que são vivenciados internamente. Em outras palavras, é o significado interno dado à experiência do luto.

Luto: é o pesar tornado público, quando … Leia mais

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Qualidade de vida

Sempre que abordo o tema qualidade de vida, gosto de utilizar a expressão “vida com qualidade”. Ambas parecem ter o mesmo significado, porém um olhar mais acurado descobrirá nelas conotações diferentes. Todos concordamos que temos que caminhar, tomar sol antes das dez da manhã, passar bloqueador solar, comer melhor, não beber, não fumar… mas, são tantos esses “mandamentos”, que, no afã de cumpri-los, podemos acabar estressados, deixando de lado o que certamente é mais importante: a alegria de viver.

O que ocorre é que, nesse cotidiano agitado, em que temos que compatibilizar as exigências de casa e de trabalho, estamos perdendo a capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para cada um de nós. 

Vivemos o tempo todo preocupados com a violência da cidade, com o dinheiro que precisamos ganhar, com as contas a pagar, se seremos demitidos, se teremos câncer, etc… Não ousamos mais, não somos mais criativos e não sabemos sequer o momento em que devemos ou não fazer algo. Nos tornamos escravos de consumos, sem entrarmos em contato se as coisas que … Leia mais

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Estresse – À Beira de um Ataque de Nervos

O cotidiano, com sua dinâmica acelerada, o trânsito, o trabalho, o desemprego, o excesso de estimulação, o lazer compulsivo, a falta de perspectiva, a aposentadoria, as crises conjugais, a falta de diálogo, a solidão, bem como acontecimentos como casamento, gravidez, sucesso profissional, esses considerados episódios positivos, são situações que podem ocasionar aumento de estresse. O que as experiências citadas têm em comum é que implicam mudanças de hábitos e exigem um grau profundo de introspecção que pode trazer a tona conflitos emocionais não solucionados.

Não sendo exatamente uma doença, o estresse é uma questão de sobrevivência em situações atípicas, nas quais o funcionamento do organismo se altera para que possamos “dar conta do recado”. Resumindo, é uma quantidade maior de tensão física ou emocional a que um organismo é submetido. Torna-se ele perigoso, no entanto, quando se prolonga indefinidamente e não mais conseguimos retornar ao estado normal.

Mais especificamente, podemos dizer que o corpo é um sistema integrado, no qual existem hormônios envolvidos no processo que permite ao cérebro prestar atenção, relacionar idéias, ser criativo, etc., funções essas necessárias à … Leia mais

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